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A Comunidade Pio X e o Tempo PDF Imprimir E-mail

antonio_lucena_sacrario.jpgFalando sobre a medida do tempo, Santo Agostinho em sua obra “Confissões” considera que ‘medimos o tempo no momento em que este passa’ porque ‘o passado e o futuro não existem’.


                 ‘Quanto ao presente nós o medimos enquanto ele passa, porque o presente não tem extensão. No entanto, quando já tiver passado não se mede porque não haverá nada a medir.’ (XI Livro, n. 27, pg. 349 – Patrística 10 - Paulus, 1997 - SP)

                   Se aplicássemos a sabedoria agostiniana à existência da Comunidade Pio X, estaríamos nestes dezoito anos de vida comunitária vivendo um tempo presente que poderia ser assim considerado durante a passagem de cada um dos dias.

                   Se o leitor destas linhas ‘não se achou’ nem ‘se encontrou’ no entendimento do que trata a sabedoria genial de Santo Agostinho, vale a pena pensar mais um pouco sobre o que quis dizer o autor das “Confissões”, voltando ao tempo da Criação para então se fazer entendido sobre o que seja tempo e eternidade diante do conceito existencial presente no pensamento de Deus.

                   De início necessitamos assumir o conhecimento e a ideia do que seja eternidade. Para isso, vivamos o tempo da Criação, que, segundo Deus, é hoje porque a eternidade é um tempo só, que não tem começo nem fim, não sendo divisível em séculos, anos, dias, horas, minutos nem segundos. Esse é o tempo de Deus.

                   Quando Deus criou o céu e a terra, foi exercida e teve lugar uma vontade que antes não existia. E essa vontade antecedeu a tudo.

                   É ainda Santo Agostinho que nos ensina que “o tempo começou com a criação. E, sendo assim, forçoso é entender que antes da Criação não havia tempo.

                  

Assim, se pudéssemos atualizar o pensamento agostiniano, referenciando-o com a criação da Comunidade Pio X, logicamente concluiríamos que o tempo da nossa comunidade – que comemoramos –  teve início com o seu nascimento. O tempo de sua existência firmou-se com a sua criação, como tudo o mais que teve começo de acordo com a vontade de Deus.

                   Por isso chegamos à conclusão que a vontade de Deus é a única fonte de geração da essência divina conferida à nossa Comunidade, eternizada na oração que nos veio pelo Espírito: .....‘aqui estamos reunidos na Comunidade gerada pelo teu Amor; é por ela e para ela que te pedimos proteção, sabedoria, criatividade, unidade fraterna, poder no Espírito e força para resistirmos às ciladas e tentações do demônio. Que tua presença se faça sentir em todos os instantes da vida desta Comunidade: na evangelização, no ensino e na formação, na fidelidade à Igreja, na veiculação da verdade, bem como no desempenho de todos os seus ministérios: ... ... concedei-nos o dom da Fé para o cumprimento da missão que nos foi destinada. Amém.’

 

 

 Antonio Lucena – Fundador e Coordenador Geral da Comunidade Pio X

 

 
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