A Campanha da Fraternidade 2010 - Ecumênica foi lançada no
Cine Bangüê do Espaço Cultural, em João Pessoa.
Com o tema “Economia e vida – Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”, a
Igreja Católica quer que todas as pessoas tenham acesso às riquezas produzidas
no Brasil para reduzir a exclusão social. No evento, também foi elaborada uma
carta de pesar à familia Arns pela morte da médica-sanitarista, Zilda Arns, que
foi vítima do terremoto no Haiti, na última terça-feira.
O lançamento da
Campanha ocorreu com a palestra da professora de Economia da Universidade
Federal de Pernambuco (UFPE), Tânia Bacelar. Na apresentação, ela destacou que a
grande missão dos cristãos será promover a partilha das riquezas, produzidas no
Brasil, para os pobres e miseráveis espalhados no País. “A economia capitalista
está baseada na propriedade privada dos meios meios de produção e o do que é
produzido. Nós temos que ter ações para dividir as riquezas. No China, por
exemplo, a terra não é particular. O governo a entrega para quem produz. Se
agricultor morrer, a propriedade será repassada para uma outra pessoa que irá
produzir na área. É um exemplo que poderia ser feito no Brasil”, exemplificou
Tânia Bacelar.
A primeira ação da Igreja Católica para por em prática a
Campanha da Fraternidade 2010, segundo o arcebispo da Paraíba, dom Aldo Pagotto,
será divulgar o tema nas atividades religiosas das paróquias, escolas e
univeridades. “Nós queremos levar a reflexão da Campanha para que possam
acontecer políticas de inclusão social no Brasil, como o acesso à saúde,
educação e às ações de geração de emprego e renda”, disse o arcebispo. A
Campanha da Fraternidade Ecumênica tem a participação de sete igrejas de origem
cristã, como a Igreja Católica Apostólica Romana, a Igreja Episcopal Anglicana
do Brasil, a Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil e a Igreja
Presbiteriana Unida.
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