 Coragem para assumir suas escolhas e para
saber dizer 'não' àquilo que traz infelicidade para si e para os
outros.
Força para se manter firme em suas convicções, mesmo estando
entre a minoria, visando sempre agradar a Deus são algumas atitudes
esperadas dos jovens cristãos.
Dono de uma linguagem fácil e
acessível ao público juvenil, o missionário de 26 anos é hoje “a cara
jovem” da comunidade a qual pertence; e fala com muita naturalidade e
desenvoltura sobre castidade, sexo, namoro, vida consagrada e a
realidade da Igreja.
Leia a entrevista e conheça um pouco mais sobre esse consagrado, um jovem que também faz parte da geração PHN.
Repórter:"Jovem, sê forte e corajoso". Esse é o tema do "PHN 11 anos". Adriano, é preciso ter coragem para ser um jovem PHN?
Adriano:
Com certeza! Ainda mais no mundo em que a gente vive hoje. A pressão da
mídia é muito grande, essa pansexualidade que a gente vive, pois tudo
lembra sexo. Além da pressão de uma faculdade que o próprio jovem vive,
de ter que se decidir na vida. Diante disso tudo, as ofertas são
várias. O PHN é o "Por Hoje Não" e, diante de todas as escolhas que
precisamos fazer, existem horas em que precisamos falar: "Isso não é
legal, para mim, no meu namoro". Então, tem que ter uma atitude
corajosa.
Eu acredito que coragem tem tudo a ver com a ação do
coração. Se você parar para dividir a palavra "coragem" em cor + agem
terá "cor" de coração e "agem" de ação, de agir. Então, é a ação do
coração. O jovem, cada vez mais, precisa entender que o coração dele
fala, os valores que ele traz, os anseios pela verdade e tudo o mais.
Se cada vez mais as ações dele [jovem] forem pautadas dentro dessa
realidade da coragem, ele vai conseguir viver o PHN, que é uma atitude
corajosa.
Repórter: Quem não vive o PHN tem menos "valor" diante de Deus?
Adriano:
Não, porque Deus tem uma predileção pelos pobres, pelos fracos e o PHN
é uma bandeira, um estilo de vida que se vive, um antídoto contra o
pecado. Mas todos são alvos da Misericórdia de Deus; ninguém é melhor
diante d'Ele. Não é pelo fato de eu ser um consagrado, por exemplo, que
sou melhor do que aquele que não está vivendo isso. Muito pelo
contrário, diante de Deus eu sou olhado da mesma forma e acredito que a
predileção do Senhor é pelos mais pecadores. Acredito também que até
mesmo aqueles que não vivem isso [PHN] saibam que na sua direção existe
um olhar de misericórdia, que é muito maior que tudo e que não para nos
seus defeitos, mas dá a eles a oportunidade de recomeçar.
Repórter: Muitos jovens buscam a fidelidade, mesmo vivendo num ambiente de
valores invertidos. Mas quando são atacados e criticados por suas
atitudes e escolhas, se omitem. Como viver o PHN diante dessa realidade
e não ser omisso?
Adriano:
Faço uso das palavras de João Paulo II: "Jovem, dê razão a vossa
esperança. Que ela seja conhecida por todos". Eu acredito que, diante
de tantos contravalores que nós temos, a pressão é grande e tendemos a
ir na direção da correnteza. Mas eu também acredito que os ideais e os
sonhos que você traz e que fazem parte da juventude, quando você os
coloca em primeiro lugar, conseguem fazê-lo dar uma resposta diferente.
Lógico, existe o preço que se paga ao se dar uma resposta diferente,
mas eu acredito que os benefícios sempre são maiores. Se a pressão da
"galera" é grande, você precisa ter uma atitude firme de castidade, um
palavreado adequado. Acredito que, aí sim, você está dando razão à sua
esperança. Você sabe o que espera, porque quando você vive a castidade,
você espera algo. Isso dentro de você é tão forte que o faz driblar a
pressão externa.
Fonte: cancaonova
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