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Dom Alberto Taveira: RCC contribui com evangelização à medida que é autêntica PDF Imprimir E-mail

dom_alberto_2.jpgDom Alberto Taveira Corrêa, afirmou que os carismáticos puderão contribuir com a aplicação do Documento de Aparecida, correspondendo à sua vocação e chamado dentro da Igreja.


Qual a contribuição que a Renovação Carismática deu na aplicação do documento final da V Conferência?


Dom Alberto Taveira: João Paulo II e Bento XVI já afirmaram a respeito dos movimentos e também da Renovação Carismática que se trata de uma "primavera na Igreja", de um "novo Pentecostes". E uma vez João Paulo II, reunindo-se com a Renovação Carismática disse assim: “Exerçam os carismas, sejam aquilo que vocês são. Sejam na Igreja aquilo que vocês foram chamados a ser”. Renovação Carismática sendo aquilo que ela é e vivendo a sua própria vocação, dá sua contribuição. 

 

Falando sobre a "grande missão continental" que a V Conferência deve impulsionar, o cardeal Dom Cláudio Hummes disse que a Igreja na América Latina necessita de um "novo Pentecostes". O que isto siginifica?


Dom Alberto Taveira: O Pentecostes foi a inauguração da Igreja que saiu à vida pública. O Espírito Santo, que é a alma da Igreja, de tempo em tempo nós vemos que a sua presença que é cotidiana se faz forte para a situação de cada época. Esse "novo Pentecostes" significa uma abertura maior para os dons do Espírito Santo e uma força maior da missão, porque a partir do acontecimento de Pentecostes, os apóstolos se tornaram corajosos e foram pregar o Evangelho em todas as partes.


Pentecostes se manifesta exatamente com essa multiplicação dos dons do Espírito Santo e com o envio missionário para que nós alcancemos as pessoas que estão mais distantes. Às vezes, o mais distante não é o mais distante geograficamente, mas pode está na casa ao lado da minha, em frente ou que trabalha comigo. O Espírito Santo abre os corações para que nós cheguemos a essas pessoas que estão distantes e que querem ouvir com mais disposição a palavra do Evangelho.


Qual a importância de uma vivência dos sacramentos para esta missão continental?


Dom Alberto Taveira: Nós temos duas perspectivas: primeiro, aquele que se faz discípulo e missionário há de viver inteiramente a sua vida cristã: acolhimento da Palavra de Deus, engajamento na Igreja, vida sacramental, até porque a fonte de tudo o que ele vive está no seu batismo. No texto que será publicado como documento há uma insistência muito grande de que a raiz da nossa vida cristã, do discipulado e da missão é batismo. É o sacramento fundamental. E depois com toda a iniciação cristã: o batismo, a Eucaristia, a confirmação e o sacramento da penitência que nos sustenta no correr da nossa caminhada. 

E o cristão é alimentado a cada dia pela Eucaristia. Ele vive a dimensão dos sacramentos segundo a sua vocação específica. Por exemplo, aquele que é chamado ao matrimônio, outro que é chamado à vida consagrada no sacerdócio. E assim é o sustento. Não é apenas um programa de atividades. Os sacramentos nos mostram que quem realiza tudo na missão é Deus, é a graça. E os sacramentos são esses canais que comunicam a graça, que fazem acontecer a graça para todos nós. Quando nós recebemos esses sacramentos, estamos estabelecendo essa comunhão profunda de vida com Deus para que Ele nos sustente na caminhada.


Qual a importância da Eucaristia na vida de um missionário?


Dom Alberto Taveira: A Eucaristia é o centro da Igreja. Nós aprendemos que tudo caminha para a Eucaristia: a evangelização, a catequese, tudo tem o seu ponto alto na Eucaristia. E a Eucaristia é a fonte. É dali que nós bebemos tudo. Uma pessoa que vive a missão vai conduzir os outros e a si mesma para o altar da Eucaristia, dali vai tomar todas as forças para continuar a sua missão. Eucaristia não é outra coisa senão o centro absoluto da vida da Igreja e todos poderão perceber como essa centralidade é reafirmada e reconhecida fortemente no Documento de Aparecida que será publicado.

 

Qual o modelo de discípulo e missionário que a V Conferência  propos?

 


Dom Alberto Taveira: O nosso documento coloca um grande modelo: Maria. Um texto magnífico a respeito de Nossa Senhora. Ela é modelo do discipulado e da missão. Nós colocamos também em relevo os santos, aquelas pessoas que são para nós como sinais e mestres, pessoas que nos evangelizaram. Recordamos também a nossas catequistas e também pessoas que nos ensinaram a viver na fé. O grande modelo é Maria. É claro, o sinal principal é Jesus, mas Maria é Mãe, discípula, missionária e é a estrela da evangelização. Eu penso que todos deveremos olhar para essa referência fundamental que é a Virgem Maria.

 

:: Dom Alberto Taveira  estará no XII Crescer nos dias 22, 23 e 24 de fevereiro de 2009, em Campina Grande/PB.

Maiores informações (83) 3341 7017 ou Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo


 
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