O pregador Neil Velez
fala sobre as dificuldades que as pessoas têm
de esperar em Deus pelas curas.
Outro fato destacado pelo pregador é
que, muitas vezes, as pessoas pedem algo ao Senhor, mas não acreditam
que possam recebê-lo, pois não aprenderam a esperar em Deus.
Nesta entrevista, ele também explica o “tempo de Deus” e afirma que “às
vezes, pedimos hoje algo para o Senhor e Ele nos dá amanhã. Nós vemos o
amanhã, mas para Deus é como se Ele estivesse nos dando o que pedimos
hoje”.
Repórter: Que
direcionamento devemos dar para alguém que já passou por um processo de
cura, mas insiste em pedir oração por aquilo que Deus já realizou?
Neil Velez:
Deus vai nos conceder aquilo que acreditamos; Ele honra a fé que temos.
Eu sempre digo às pessoas que se nós não crermos, Deus tampouco vai
acreditar. A autoridade que a oração tem é a que nós mesmos damos a
ela. Às vezes, pedimos algo para Deus, mas não cremos que vamos
recebê-lo; mas, se acreditamos, devemos caminhar de acordo com aquilo
que acreditamos: com nossas palavras, nossos pensamentos e nossa
maneira de caminhar. Se acreditamos que Deus escutou a nossa oração,
devemos entrar em ação de graças, acreditando que já o recebemos. Jesus
diz que tudo o que pedirmos pela oração e acreditarmos que já o temos,
será o que Ele vai nos dar. Ou seja, tudo depende de nós mesmos, em que
acreditamos: se você acredita aqui na terra, Deus acredita lá no céu.
Repórter: A
cura interior é apenas para as pessoas que passaram por alguma
experiência negativa ou também auxilia no crescimento espiritual de
todo cristão?
Neil Velez: Eu creio que todos
nós precisamos de cura interior; não só aqueles que passaram por
experiências difíceis, todos necessitamos de alguma cura em alguma
situação da nossa vida. Já está provado, inclusive cientificamente, que
desde o ventre de nossas mães começamos a viver e a sofrer várias
situações. Também existem situações que não são nossas, mas que
carregamos da mesma forma. Por essa razão, de geração em geração, todos
nós necessitamos de cura interior.
Repórter: Por que as pessoas demoram tanto para efetivamente buscar a cura em Deus?
Neil Velez:
Creio que há aí um sentido de viver um masoquismo espiritual. É difícil
dizer isso, mas não nos ensinaram a esperar em Deus. Muitas pessoas
acreditam que é através do sofrimento que entramos no Reino dos céus;
mas, na realidade, nós interpretamos mal isso, interpretamos mal aquilo
que é a cruz de Cristo. O aguilhão de Paulo, os padecimentos da
Igreja... Muitas pessoas que estão confusas sem saber se pedem ou não a
cura. Muitas pensam que não é vontade de Deus que elas sejam curadas,
por isso se submetem a algumas situações. Mas nós já vimos que se essas
pessoas decidem crer em Deus e esperar n'Ele, o Senhor é bom e a
misericórdia divina é para sempre. Já vimos o Senhor transbordando,
curando e libertando o povo d'Ele. Não é pecado você querer ser curado,
porque é a vontade de Deus que nós o sejamos.
Repórter: Nem sempre obtemos a graça da cura de que necessitamos. Como lidar com essa situação sem perder a fé?
Neil Velez:
Eu creio que a vontade de Deus é nos curar e que Ele deseja o melhor
para nós. Devemos nos perguntar por que não fomos curados, pois existem
muitas razões pelas quais nós não recebemos a cura; muitas vezes, é
pela falta de fé, pelas dúvidas ou porque não estamos vivendo na graça,
de acordo com a vontade de Deus. Também há muitas razões e
circunstâncias que estão na nossa vida para o nosso crescimento
espiritual. Nem tudo é do diabo, pois, às vezes, o Senhor nos empurra e
os empurrões d'Ele nos causam dor. No entanto, todo empurrão d'Ele tem
um propósito para nos levar aonde Ele quer que nós cheguemos. Mas, no
final, sempre estará a glória de Deus a nosso favor. Está escrito em
Romanos, capítulo 8, versículo 28, que tudo concorre para o bem
daqueles que amam a Deus.
Repórter: Muitas vezes, as situações negativas pelas quais passamos nos ajudam a
crescer. Assim, nossos pedidos de cura a Deus nem sempre são atendidos
prontamente. Como entender isso sem nos revoltar?
Neil Velez:
O que nós precisamos entender, primeiramente, é que para Deus não
existe tempo. Ele é eterno agora e sempre existiu. O tempo foi criado
para nós, homens, para medir a nossa estada aqui nesta terra. Quando se
diz que nossos dias estão contados, está certo; o relógio está contra
nós e a favor de Deus. Algum dia esse relógio vai expirar, então nós
deixaremos de existir nessa terra. Às vezes, tratamos de estender nossa
vida e, hoje em dia, está muito em moda essa “fonte da juventude”.
Queremos viver para sempre, mas nos esquecemos de que esse relógio vai
nos deter. Calcula-se que o homem tenha uma média de vida de 70 anos,
mas, em algum momento, nós vamos morrer. Deus, no entanto, sempre
existiu e, assim, não tem noção de tempo. Para Ele, um dia pode ser mil
anos. Às vezes, pedimos hoje algo para o Senhor e Ele nos dá amanhã.
Nós vemos o amanhã, mas para Deus é como se Ele o estivesse nos dando
hoje. Por esse motivo, não devemos deixar que o tempo nos roube a
glória de Deus. Peçamos, com fé, acreditando que já estamos recebendo
aquilo que pedimos. Digo sempre a meus irmãos que o importante não é
quando você vê, se não acreditar que você já tem. Deus, no tempo d'Ele,
vai conceder a você aquilo que pediu.
Repórter: Qual a importância do ministério de cura e libertação na Igreja?
Neil Velez:
É muito importante. Eu creio que Deus deu à Igreja o poder para curar e
libertar. A Eucaristia é uma oração poderosa de libertação e de cura.
Eu acredito que, por muito tempo, esse poder e essa autoridade ficaram
como que ocultos, mas já estão voltando a surgir; a Igreja já está
experimentando o poder de Deus na libertação e na cura. Devemos nos
aproximar dela [Igreja] para receber cura e libertação; esta é a casa
de Deus e Ele habita nela. Quem sabe, por não mostrá-la dessa forma,
muitas pessoas vão buscar bruxos, curandeiros, espíritas e
superstições; além de irem para outras religiões. Precisamos ensinar
que esta é a casa de Deus e que Ele tem poder para nos curar e nos
libertar.
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