Canais
Página Inicial
Doutrina Católica
Entrevistas
Formação
Galeria de Imagens
Notícias
Pregações
São Pio X
Testemunhos
Serviços
As Respostas da Minha Fé
Contato
Clube de Amigos
Downloads
Eventos
Fórum
Homilia Diária
Liturgia Diária
Pedido de Oração
Pio X SAT - Rádio online
Programa "Voltai a Mim"
Shalom
Solicite uma Missão
Grupos de Oração
Jornal Frutos
Especiais
Diocese Campina Grande
RCC Brasil
Mais Links
CF - 2010
Crescer 2010
Blogs
Antônio Lucena
Gustavo Lucena
Prof. Romero Frazão
Centro de Formação
18 Anos da Comunidade
Em Foco

Página Inicial arrow Entrevistas arrow Padre Carlos Victal
Padre Carlos Victal PDF Imprimir E-mail

pe_carlos_grande.jpg

"A grande penitência e o grande jejum que a Quaresma nos pede é, em primeiro lugar, nos voltarmos para o Senhor."



Atuante no ministério de evangelização infanto-juvenil e ministro do culto religioso, padre Carlos Alberto Victal, fala sobre a vivência das crianças durante a Quaresma e explica a importância do jejum para a disciplina, a santificação e a proximidade com Deus. O sacerdote também esclarece o significado das práticas de penitência e esmola nesse tempo forte de oração.

O consagrado esclarece que o jejum não é feito apenas ao deixarmos de comer ou beber algo de que se gostamos, apontando-nos outras formas de praticá-lo, como o “jejum da língua”.

Repórter: O senhor trabalha com evangelização infantil. Como a vivência da Quaresma é ensinada às crianças?

Padre Carlos: As crianças assimilam de um modo muito bonito esse tempo litúrgico que a Igreja oferece a todos, sem exceção. Quando falamos que esse tempo é de penitência, de jejum, de busca da confissão e de muita oração, é interessante que mesmo as crianças que ainda nem fizeram primeira comunhão reconhecem os seus pecados – desobediências, rebeldias, brigas um com o outro, xingatório – e querem confessar-se.

Outro dia, na Santa Missa, falando do tempo de jejum e das tentações, eu perguntava para elas: "Quem se comprometeu com Deus a fazer, nestes 40 dias, uma penitência, um jejum?" Muitas levantaram as mãos. Eu resolvi ir mais a fundo com elas e perguntei a algumas: "O que você está oferecendo para Deus nestes dias?". A primeira respondeu que estava oferecendo 40 dias sem o computador. Já o segundo ofereceu o refrigerante. Então, eu o instiguei: "Você já pensou que, quando houver uma festinha de aniversário, todo mundo vai tomar refrigerante e você não vai poder tomá-lo, porque o ofereceu a Deus? Aí, o 'chifronildo' [inimigo de Deus] vai tentar fazer você beber só um golinho, mas você vai dizer para ele: 'Eu não vou beber, eu sou de Deus, eu ofereço isso para Deus'". Então, o jejum é algo que oferecemos a Deus para a nossa purificação e para a purificação da nossa família, do nosso povo, da sociedade.

Repórter: Além do jejum, a esmola e a penitência também são práticas que devem ser observadas durante a Quaresma. Qual o significado de cada uma delas?

Padre Carlos: A esmola é o sentido da caridade. Quando alguém pede esmola, está com as mãos estendidas, necessitado de ajuda. E ajudar o outro é amá-lo. Não importa o nome, se é gordo ou magro, se é barbudo ou cabeludo, mas alguém com a mão estendida está precisando de auxílio. É assim também que nós fazemos com Deus: levantamos nossas mãos para o alto e pedimos ajuda a Ele. Na nossa pobreza, na nossa limitação, precisamos do socorro do Senhor.

Esmola não é apenas no sentido de dar coisas, mas também de se dar para o outro, seja por meio de um sorriso ou um abraço. Quantas pessoas carentes de um abraço, porque estão feridas na sua afetividade paternal e maternal, que se sentem carentes do amor do pai e da mãe!

A penitência é a mortificação, é morrer para si por causa do Senhor. Jesus se sacrificou, morreu por nós e penitenciou-se em nosso favor. A penitência nos leva a morrer um pouco no "eu", na vontade própria, no egoísmo; principalmente no mundo de hoje, no qual o "eu" tem gritado muito e já não temos o sentido do "nosso". Quando nós rezamos a oração que o Senhor nos ensinou, sempre dizemos "Pai nosso" e não "Pai meu", porque Deus partilha tudo o que Ele tem com todos os filhos d'Ele. A penitência nos ajuda a ter uma profunda conversão, por meio da qual nos colocamos na presença de Deus e isso nos leva a uma disciplina de equilíbrio no comer, no beber, no vestir, no modo de ser, de falar, de agir e nos impulsos.

Repórter: Qual a melhor maneira de fazê-las?

Padre Carlos: Há muitas maneiras de ser viver a penitência e o jejum. O próprio monsenhor Jonas nos apresenta um livro chamado Práticas de Jejum, no qual ele nos dá opções para jejuar. É uma maneira de me abster de alguma coisa de que eu gosto e oferecê-la para Deus. A grande penitência e o grande jejum que a Quaresma nos pede é, em primeiro lugar, nos voltarmos para o Senhor. Uma outra maneira é que façamos também um retiro para nos aproximarmos mais de Deus.

Repórter: Quando se fala em jejum, logo se pensa em deixar de comer ou beber algo de que se gosta. Há algum outro tipo de jejum?

Padre Carlos: Eu vejo que uma das práticas mais eficazes de jejum, nos dias de hoje, é o "jejum da língua". Quantas pessoas falando mal umas das outras, murmurando. Se faz um sol quente, dizem que não aguentam mais e reclamam; se chove, reclamam porque não podem sair de casa. Então, precisamos reter a língua e ao ver algo errado, em vez de murmurar, rezarmos para que Deus solucione aquilo.

Há também o "jejum da fofoca", que tem "matado" tanta gente; o "jejum do olhar", pois Deus nos deu os olhos para os abrirmos e fecharmos, nos deu o pescoço flexível para que possamos olhar de um lado e de outro. Então, se o nosso olhar nos leva à malícia, ao pecado ou a um julgamento, não devemos olhar, mas virar nosso rosto para o outro lado. São pequenas práticas que nos ajudam a nos disciplinarmos no modo de ser cristãos.

Repórter: Qual o significado da cor roxa na Quaresma?

Padre Carlos: A cor roxa é, justamente, o sentido da penitência. Os padres, por exemplo, quando vão confessar os fiéis, colocam uma estola roxa que simboliza a conversão, a mudança de vida, a penitência. Por isso, as toalhas do altar também são roxas. Da mesma forma, nos funerais, usa-se a cor roxa, porque clamamos a misericórdia, o perdão e a conversão para a alma e suplicamos que Deus a salve.

Repórter:: Cobrir as imagens dos santos com tecidos roxos durante esses dias é prática comum nas igrejas católicas. Por que esse hábito?

Padre Carlos: Elas são cobertas para mostrar o sentido de ausência, de vazio. Isso, geralmente, ocorre na Semana Santa, porque temos um Deus que se esvaziou de si mesmo e morreu por nós. Esse vazio é para mostrar que o único centro da vida de toda a humanidade passa a ser Jesus, o Grande Intercessor, Aquele que dá a vida por todos nós.


Fonte: cancaonova

 
Enquete
Qual momento mais lhe emocionou no XIII Crescer?
 
Março 2010
S T Q I X S D
1 2 3 4 5 6 7
8 9 10 11 12 13 14
15 16 17 18 19 20 21
22 23 24 25 26 27 28
29 30 31 1 2 3 4
Próximos eventos:
Nenhum evento
Serviços

Busca no site

Comunidade - Fundador - Associação - Projetos Sociais - Casas de Missões - Mapa - Créditos
Associação Carismática Católica São Pio X
2005-2008 - Direitos Reservados
Desenvolvimento: Sthenley Macedo