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Página Inicial Notícias Em agosto, a intenção geral do Papa é para o apostolado da oração
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Em agosto, a intenção geral do Papa é para o apostolado da oração |
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 Devemos rezar pelos desempregados e os sem-teto, e todos aqueles que vivem em
graves situações de necessidade, para que encontrem compreensão e acolhimento, e
sejam ajudados de modo concreto, a superarem suas dificuldades.
Na
intenção missionária, o pontífice pede que rezemos pelos discriminados, pelos
famintos e migrantes, para que a Igreja seja "casa de todos", pronta a abrir
suas portas a todos aqueles que são obrigados pelas agruras das discriminações
raciais e religiosas, da fome e das guerras a emigrar para outros
países.
Como não pensar – diz o papa – nos milhões de pessoas, em
particular mulheres e crianças, que sofrem a carência de água, comida e
habitação? O escândalo da fome, que tende a se agravar, é inaceitável num mundo
que dispõe de bens, conhecimentos e meios para sanar essa situação.
Isso
nos leva a mudar nosso estilo de vida e nos recorda a urgência de eliminar as
causas estruturais das disfunções da economia mundial, e de corrigir os modelos
de crescimento que parecem incapazes de garantir o respeito pelo meio ambiente e
um desenvolvimento humano integral para hoje e, sobretudo, para o
futuro.
Convido uma vez mais – diz o Santo Padre – os responsáveis pelas
nações mais ricas, a tomarem iniciativas necessárias para que os países pobres,
que frequentemente dispõem de muitos recursos naturais, possam beneficiar-se dos
frutos de seus próprios bens. Desse ponto de vista, também é motivo de
preocupação o atraso no cumprimento dos compromissos assumidos pela comunidade
internacional nos anos recentes.
Seria desejável – acrescenta Bento XVI –
a retomada das negociações comerciais de "Doha" – Doha Development Round
– da Organização Mundial do Comércio, assim como a continuação e aceleração do
processo de cancelamento e redução da dívida externa dos países mais pobres, sem
que isso seja condicionado por medidas de ajuste estrutural, prejudiciais às
populações mais vulneráveis.
No âmbito do desarmamento – prossegue o
papa – multiplicam-se os sintomas de uma crise progressiva, vinculada às
dificuldades nas negociações sobre as armas convencionais, assim como sobre as
armas de destruição em massa e, por outro lado, o aumento das despesas militares
em escala mundial.
As questões de segurança, agravadas pelo terrorismo
que é necessário condenar com firmeza – diz o Santo Padre – devem ser abordadas
a partir de um enfoque global e prudente.
No que se refere às crises
humanitárias – sublinha o pontífice – convém levar em consideração que as
organizações que as enfrentam, necessitam de um apoio mais forte, a fim de que
possam proporcionar proteção e assistência às vítimas.
Outra questão que
adquire sempre maior relevo – recorda Bento XVI – é a das migrações: milhões de
homens e mulheres que se veem obrigados a deixar seus lares ou sua pátria devido
a violências, ou a buscar condições de vida mais dignas. É ilusório pensar que
os fenômenos migratórios possam ser bloqueados ou controlados com o uso da
força. As migrações e os problemas que delas derivam devem ser enfrentados com
humanidade, justiça e compaixão.
No texto da intenção missionária, onde o
papa nos pede que rezemos pelos discriminados, pelos famintos e migrantes, para
que a Igreja seja "casa de todos", pronta a abrir suas portas a todos aqueles
que são obrigados pelas agruras das discriminações raciais e religiosas, da fome
e das guerras a emigrar para outros países, o pontífice recorda que, este ano, a
Mensagem para o Dia do Migrante e do Refugiado tem por tema "São Paulo migrante:
apóstolo dos gentios".
A proclamação do kerygma (o anúncio da
salvação) impulsionou São Paulo a atravessar os mares para percorrer os caminhos
da Europa até chegar a Roma. Partiu de Antioquia, onde anunciou o Evangelho às
populações que não pertenciam ao Judaísmo, e onde pela primeira vez, os
discípulos de Cristo foram chamados "cristãos".
Sua vida e sua pregação
tiveram como objetivo fazer com que Cristo fosse conhecido e amado por todos,
porque todos os povos são chamados a se converterem em um único povo.
A
partir dessa premissa, o papa afirma que também na atualidade, na era da
globalização, essa é a missão da Igreja e de todos os batizados. Uma missão que,
com atenta solicitude pastoral, se dirige também ao variado universo dos
migrantes: estudantes fora de seu país, imigrantes, refugiados e deslocados,
incluindo os que são vítimas das novas formas de escravidão como, por exemplo, o
tráfico de seres humanos.
Também hoje – sublinha o papa – é preciso
propor a mensagem de salvação – o kerygma – com a mesma atitude do
"apóstolo dos gentios", levando em consideração as diversas situações sociais e
culturais, e as dificuldades particulares de cada um, como consequência de sua
condição de emigrantes e itinerantes.
Faço votos – diz Bento XVI – que
cada comunidade cristã tenha o mesmo fervor apostólico de São Paulo, o qual – no
anunciar a todos o amor salvífico do Pai, a fim de ganhar para Cristo o maior
número possível – se fez "frágil com os frágeis". Que seu exemplo – exorta o
Santo Padre – nos sirva de estímulo para que sejamos solidários com esses nossos
irmãos e irmãs, e promovamos, em todas as partes do mundo e através de todos os
meios possíveis, a convivência pacífica entre as diversas etnias, culturas e
religiões. (AF)
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