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Aborto e Excomunhão PDF Imprimir E-mail

aborto_feto.jpgO País acompanhou estarrecido o caso da menina de 9 anos de idade, que tendo sido estuprada pelo padrasto, engravidou de gêmeos.

Situação esta, extremamente delicada e que ganhou repercussão na mídia, haja visto, que a menina fora submetida a um aborto.

E como a mídia só precisa de uma brecha para atacar a Igreja, e infelizmente os próprios católicos valorizam muito mais o que a imprensa diz, em detrimento ao que nos exorta o Sagrado Magistério da Igreja, é necessário se valer deste espaço para alguns esclarecimentos.

Na verdade, o Sr. Arcebispo de Olinda e Recife, D. José Cardoso Sobrinho não aplicou pena de exomunhão aos executores e mandatários do aborto. Ele apenas avisou que essas pessoas estavam excomungadas pela Igreja segundo o que prevê o "Código de Direito Canônico" nº 1398: Quem provoca o aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão 'latae sententiae'". Esta expressão latina "latae sententiae" (Lê-se: late sentencie) indica que o transgressor incorre na excomunhão sem que a autoridade competente precise pronunciar-se. Ou seja, confirma-se, pela sua declaração, a excomunhão já ocorrida.

O Vaticano mesmo, sai em defesa da excomunhão dos médicos que realizaram este aborto, em virtude de um único argumento: "os gêmeos eram inocentes". Em declarações do presidente da Comissão Pontifícia para a América Latina, cardeal Giovanni Battista, ele afirma que a excomunhão dos médicos foi "justa", mesmo que a interrupção da gravidez tenha sido um ato legal. E de fato, mesmo sendo um ato legal, aqueles que estão envolvidos diretamente ou indiretamente neste caso específico, não estão sujeitas as penalidades impostas pelas leis civis vigentes no Brasil, porém devem responder segundo as leis canônicas, já que professam a fé católica. Nada mais justo. Porque, se você é católico, deve manter-se submisso ao sacro juízo da Igreja, que detém o depósito da fé tão elucidado por São Paulo.

Na avaliação do cardeal Battista, ele afirmou que se trata de um caso doloroso, mas o verdadeiro problema é que os gêmeos concebidos eram pessoas inocentes e tinham direito de viver.

O próprio papa Bento XVI, em sua visita ao Brasil em 2007, insistiu na questão do aborto e chegou a falar com representantes do governo sobre estas propostas de leis que visavam flexibilizar a possibilidade de interromper a gravidez.
Da mesma forma, o chefe do departamento do Conselho Pontifício para a Família, Gianfranco Grieco, também apoiou a decisão da excomunhão. "A Igreja não pode trair sua postura como a de defender a vida até seu fim natural", disse, mesmo em um caso de "drama humano como a violência sobre uma menina". É esta a missão da Igreja Católica: a defesa da vida e, por isso, cada um de nós deve ter um comportamento de grande respeito a esta gravíssima dor. Afinal, o aborto é um "atalho", não uma solução.

Em outras palavras, o que a mídia, ou até mesmo o Governo está incentivando é a pena de morte de inocentes que ainda nem nasceram, enquanto que o criminoso, o gerador do estupro de sua própria filha, só está preso, esperando por um bem possível habeas corpus, ou quem sabe, ser declarado doente mental, para ser inocentado. Esta mesma imprensa, contrária aos valores éticos e favoráveis à vida,  que a Igreja prega, ainda teve o cuidado de não revelar como o aborto foi feito. E com razão. Porque enquanto os defensores da vida mostram com alegria e satisfação a linda criança que, mesmo concebida em um estupro,  pode chegar ao nascimento e vir a desenvolver-se, os abortistas não podem mostrar os restos mortais dos bebês que foram assassinados. Em se tratando de dois bebês de quatro meses, é possível que os médicos tenham feito uma cesariana para extraí-los do ventre materno. E depois? Qual o destino dos dois? Será jogá-los na lata do lixo? Esperar que morram extra-útero? Uma cena nada agradável, nem digna de quem professa a Medicina.

A Igreja sempre pregou que matar é crime. É o quinto mandamento da Lei de Deus: Não matar! E pronto!!! Não existe meio termo. Quem faz aborto está matando. Então incorre em pecado mortal. Como também é pecado mortal estuprar. Com a diferença que um incorre em excomunhão latae sententiae, o outro não. Porém, o ato de estuprar também lhe priva da graça de Deus.

É lamentável, nos tempos de hoje, em que se fala tanto em modernidade, ainda existirem profissionais da saúde ou até mesmo representantes do governo com idéias tão retrógradas, como achar que a Igreja está ultrapassada, ou que ela deva se adaptar aos interesses particulares de cada um. Vamos acordar para a realidade católicos. Chega de reclamar direitos como se não tivéssemos que cumprir os nossos deveres de sermos co-responsáveis na construção de uma sociedade de paz e harmonia, prezando pelos valores da família, valorizando a castidade, condenando o uso de camisinha, e do próprio aborto. Infelizmente, a grande maioria dos católicos, ou porque não dizer, destes "pseudo-católicos" desconhecem a própria fé que dizem professar,  e ainda assim só fazem volume e polêmica dentro da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. A Igreja está aí, não para ser boazinha com ninguém, mas para exortar a verdade, embora não agrade. Não é a Igreja que deve se amoldar ao povo, mas somos nós que devemos nos amoldar à sua doutrina, que não é dela, mas de Jesus.

E quanto a menina de nove anos? Será que foi avaliado pela equipe médica se ela poderia gerar os filhos e dá-los à luz de fato, mantendo um acompanhamento adequado, ainda que as crianças tivessem que nascer prematuras? Ora, nós sabemos até quanto a medicina e a ciência em geral avançou a ponto de se chegar a "façanha" de se cogitar a possibilidade de realização de clonagem humana. Mas quando se trata de brincar de ser Deus, todos os esforços são válidos não é verdade?!! Agora, em se tratando de salvar vidas, a função a que o médico, de fato, é chamado a cumprir (e isto é bíblico, uma vez que são instrumentos de Deus), os esforços e até a inteligência humana fogem à consciência. É lamentável! Esquecem que, em vez de aborto, de implantação de cultura de morte, pode-se oferecer acolhida, assistência espiritual e acompanhamento  clínico e psicológico durante a gestação, parto e puerpério. Mas isso dá tanto trabalho não é? Alguns até chegam ao cúmulo de afirmar que é uma utopia.

Não se justifica um erro cometendo outro; quem deveria ser punido na realidade,é o estuprador e não as crianças; a culpabilidade e a pena devem ser atribuídas ao réu culpado, agente do delito, e não às vítimas; onde está a justiça que deveria proceder do poder judiciário? Percebe-se uma incoerência.

Mas ... Quem quer saber das reais vítimas da história: as três crianças envolvidas - a que foi estuprada e os conceptos?  A nossa vida segue adiante não é? E muitos vivendo cegamente submersos em uma realidade de morte. Acordemos prá vida povo de Deus. O pior cego é aquele que não quer ver.
 
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