 A Igreja, em
sua sabedoria, atualiza nesta semana o Mistério dos Mistérios da vida de Nosso
Senhor Jesus Cristo, elevando-nos à meditação de tão sublime gesto de amor, que
culmina com a vitória da ressurreição. Até os cientistas se envolvem na
tentativa de explicar o que teria acontecido com o corpo de Cristo por ocasião
do seu sofrimento.
Tal investida da ciência tem convertido muita gente,
inclusive até os grandes doutores e PHDs, que se acham o máximo por apostarem
no conhecimento, mas que se deparam com a própria miséria, quando buscam ter
também o conhecimento de Deus, que se fez ali tão acessível na cruz. Tentaram
estudar Jesus no calvário e o próprio Senhor surpreende os pobres “sábios
ignorantes”, mostrando toda a sua simplicidade. E atraindo a ciência para si,
revela que é Senhor e Criador da própria ciência. É esta ciência que se curva
diante do Mistério da Cruz, diante das Santas Chagas, diante do tipo sanguíneo
de Nosso Senhor, tipo AB, como atestam os próprios cientistas (até o grupo
sanguíneo de Jesus já descobriram!!!) e que vem a nos confirmar, que o Senhor
tem o Sangue conhecido como do tipo receptor universal. Dá até para formular
uma base teológica a respeito disto, pois o Senhor deseja que todos venham a
Ele, que todo olhar, todo o coração, toda a alma se volte para Ele, e porque
não dizer, que todo sangue venha a Ele, e seja impregnado pelo seu poder
Redentor, pois muito mais do que clamar que o sangue de Jesus seja derramado
sobre nós, é desejar mergulhar, e estar imerso neste sangue, pois Jesus não
precisa ser atraído por nós... Nós é que precisamos ser atraídos por Ele. Está
aí o grande Homem-Deus, sangue do grupo sanguíneo tipo AB, Receptor Universal.
Fantástico! Isto me leva a crer que o sangue de Nossa Senhora também é do tipo
AB, pois Jesus só pode ter herdado o sangue de sua Mãe, já que seu Pai é puro
espírito. É Jesus desejando “que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da
Verdade”
Pois e! A
ciência só encontra harmonia quando se une à fé e reconhece que sem o Cristo
nada se pode fazer. Este Cristo que se encontrava preso na cruz. E estando
preso nos deu liberdade, e que não permaneceu preso sob os pregos da cruz, nem
sobre os grilhões da morte. E para fazer valer as sábias palavras de Santo
Agostinho, que dizia, “eu creio para compreender, e compreendo para melhor
crer” vamos fazer algumas análises de caráter científico sobre este tão
sublime, comentado e polêmico, mas redentor sofrimento. Para isto contamos com
cientistas renomados como o Dr. Pierre Barbet, que passou boa parte de sua vida
em companhia de cadáveres, estudando anatomia em sua profundidade.
Iniciemos com
a agonia de Jesus no Getsêmani, onde seu suor tornou-se como gotas de sangue.
Vale salientar que o único evangelista que narra este fato raríssimo, é um
médico: Lucas (Lc 22, 44). E ele faz com a precisão de um clínico. O suar
sangue, conhecido por hematidrose, é um fenômeno desencadeado em condições
excepcionais. Para provocá-lo é necessária uma fraqueza física, acompanhada de
um abatimento moral violento causado por uma profunda emoção, por um grande
medo. O terror, o susto, a angústia terrível e o fardo de ter que carregar todos
os pecados dos homens... Tudo isto deve ter esmagado Jesus. Tal tensão extrema
produz o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas
sudoríparas. O sangue se mistura ao suor e se concentra sobre a pele, e então
escorre por todo o corpo até a terra. Percebemos portanto, que este sofrimento
físico, também é repercussão, somatização do seu sofrimento psíquico, como ele
mesmo chegou a dizer aos três apóstolos que com ele estavam: “Minha alma está
numa tristeza de morte” (Mc 14, 34). E
porque não dizer também, sofrimento espiritual. Afora as tentações que sua
humanidade deve ter sofrido, tendo sido tentado a desistir. Por isso, as
constantes exortações aos Apóstolos: Vigiem e orem para que não caiais em
tentação, pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca. Jesus experimentou
a fragilidade da carne, que se fere, que sangra, que é limitada. Só não
experimentou o pecado. Esta angústia suprema, esta agonia foi necessária. A
partir da experiência da fragilidade, pode-se experimentar a fortaleza de Deus.
E o Cristo sente isso na carne. Ele sua sangue, e consequentemente já se inicia
aí um processo de desidratação, que irá agravar-se por toda a sexta-feira santa
haja visto que Ele só irá perder líquido, sem reposição.
Foi uma
madrugada bem longa, quando Jesus é levado para a casa do sumo-sacerdote, e lá
é maltratado, pisoteado, cuspido, esbofeteado pelos anciãos, doutores da Lei,
chefes dos sacerdotes. Quantos hematomas foram gerados a partir de tantas
atrocidades? Santa Rita de Cássia, grande mística da Igreja, dizia que Jesus
nesta noite não havia levado menos que mil bofetões e ponta-pés. Ao amanhecer, chegando
ao Sinédrio, Tribunal Religioso Judaico, Jesus já expunha em seu Santíssimo
Corpo, as marcas de uma tortura com requintes de crueldade. A
partir daí, onde o Mestre é condenado à morte, é levado a Pilatos, procurador
romano, que o envia a Herodes, que manda de volta para Pilatos. O interessante
é que nenhum deles conseguia encontrar culpa em Jesus. E diante de tudo
isto, o Senhor estava fisicamente exausto e em risco de sofrer um colapso caso
não recebesse líquidos (o que aparentemente não aconteceu). Este é o homem a quem
os soldados Romanos torturaram, por ocasião da flagelação ordenada por Pilatos.
Os soldados despojam Jesus e o prendem a uma coluna do pátio. A flagelação se efetua com tiras de couro
múltiplas sobre as quais são fixadas bolinhas de chumbo e de pequenos ossos. Os
carrascos golpeiam com chibatadas a pele, já alterada por milhões de
microscópicas hemorragias do suor de sangue. A pele se dilacera e se rompe, o
sangue espirra. A cada golpe Jesus reage, sem dúvida, gemendo de dor. Tais
golpes ainda podem ter submetido Jesus a gravíssimas hemorragias internas,
perfuração de órgãos, acúmulo de líquido na cavidade abdominal, ao nível dos pulmões.
Sim!!! Pode-se ter gerado até o que a medicina chama de derrame pleural, um
acúmulo de líquido na pleura, membrana que reveste os pulmões. Jesus já poderia
apresentar a esta altura alguma complicação respiratória. No estado em que Cristo se encontrava,
esses golpes poderiam tê-lo matado: seu corpo estava seriamente ferido, cortado
e ensangüentado, estando sem comer há muitas horas e, tendo perdido muito
líquido devido à transpiração e à hemorragia abundantes. Jesus a esta altura
poderia estar gravemente desidratado. Esta tortura brutal certamente lhe teria
levado ao que os médicos chamam de colapso, e isso mata. É impressionante a
resistência física deste homem, que apesar de tudo, tinha total controle de
suas faculdades. E seu espírito, que Ele mesmo dizia ser tão forte, sustentava
sua carne em tamanho sofrimento. Santo Agostinho retrata bem esta realidade ao
falar da necessidade de ser espiritual até mesmo na carne. Manter a carne
subordinada ao espírito, que é eterno e verdadeiramente soberano. Por isso,
esta carne debilitada, já sem forças, chega até a cruz. E não antecipa a sua
morte... E morre onde realmente tem que morrer. E como se não bastasse, surgem
os efeitos da desidratação, decorrentes da excessiva transpiração e da perda de
sangue: o suor frio que lhe impregna o corpo, acrescido obviamente de tremores,
calafrios, a cabeça gira em uma vertigem de náusea. Enfim, suporta tudo porque
o amor, que é Ele próprio, tudo suporta.
E sem falar no
escárnio da coroação de espinhos. Com longos espinhos, mais duros que os de
acácia, os algozes entrelaçam uma espécie de capacete e o aplicam sobre a
cabeça. E ainda batem em sua cabeça com uma vara, como nos relata o evangelista
Marcos (Mc 15,19). Os espinhos penetram no couro cabeludo fazendo-o sangrar,
além de irritar gravemente os principais nervos que inervam a cabeça. Tal coroa
seria como um capacete, e não uma tiara, como muitos pensam. E diante de todas
estas realidades a escritura vem a nos ensinar que este homem jogado ao
matadouro, não abriu a boca. Tendo toda a razão pra falar e para se livrar
deste momento. É Jesus nos ensinando que, além de ser o Nosso Senhor, Ele
também é Senhor de Si mesmo, tendo total controle sobre sua vontade, sobre sua
consciência. Nos motivando a rezar incessantemente para suportar as provações. E se assim
podermos nos exprimir, até valeu a pena a agonia no monte das Oliveiras, o suar
sangue. Jesus não precisava se preparar para esta hora... Ele é Deus... Mas
quis nos mostrar a força e a eficácia que tem a oração, sobretudo
esta oração em que se decide fazer a vontade do Pai. Logo mais vamos observar
os acontecimentos que vieram em
seguida. A via-crucis e a crucificação.
Até breve...
|